quarta-feira, 5 de março de 2014

As pessoas

Costuma-se dizer que as pessoas não prestam, que não valem nada. Durante muito tempo discordei inteiramente com essa afirmação, mas ultimamente tenho me vindo a aperceber da razão que existe nela. A maneira como as pessoas desconfiam umas das outras, amigos desconfiam de amigos, irmãos desconfiam de irmãos, casados desconfiam um do outro, e até mesmo pais desconfiam dos próprios filhos. A maneira cruel de como as pessoas são, a maneira que nos usam como se fossemos um objecto. A maneira como namorados passam de super apaixonados a desconhecidos que se odeiam, como melhores amigos causam dor e sofrimento uns aos outros. Até o simples olhar que as pessoas lançam, carregado de raiva e ódio. A maneira como nos mentem, como nos fazem promessas que não passam de meras palavras. Mas o pior de tudo, é a maneira como nos abandonam, simplesmente vão-se embora quando precisamos delas. Ficamos sozinhos, perdidos num milhão de pensamentos e palavras nunca ditas. Batemos com a cabeça nas paredes, desejamos desaparecer... Ninguém se importa connosco quando estamos tristes, quando precisamos de conforto. Ninguém está lá quando precisamos de um 'vai ficar tudo bem', ninguém está lá quando precisamos de um abraço. As pessoas usam-se umas às outras e mais tarde abandonam-se. Nós nascemos e morremos sozinhos, o nosso dever é encontrar quem nos preencha, quem nos dê a felicidade que sozinhos não conseguimos encontrar, mas ninguém se lembra disso. Para quê tanto ódio e tanto desejo de vencer e fazer melhor? Para quê tanta crueldade e falsidade? As pessoas não prestam. Muita gente o disse, e agora eu acredito.

segunda-feira, 3 de março de 2014

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Tu

Odeio o teu sorriso, os teus olhos e o teu estúpido cabelo cheio de jeitos impossíveis de domar. Odeio-te a ti e todas as palavras que me disseste. Todas as mensagens que me mandaste e todas as juras e promessas que me fizeste. Odeio todos os beijinhos que me deste, os abraços e os passeios de mão dada. Odeio tudo em ti, e tudo o que me fizeste sentir. Odeio-te do fundo do coração, mas odeio-me mais a mim por não te conseguir odiar.